
Parece até correio do amor de revista pornográfica! Não gente, eu não pirei de vez e tô procurando alguém pra mim pelo blog não (rs). Vou contar-lhes minha triste realidade e vocês vão entender o porquê da escolha do sugestivo título.
Putz! Tentando me recuperar de uma apatia doida da última semana, saí de casa toda sorridente, esperançosa hoje... atenta, tentando, finalmente, descobrir o que me faz sentir tão incomodada, desconfortável, agoniada, com tanta freqüência.
Pensei nas minhas mesquinharias: as tantas brigas, a minha necessidade de chamar atenção, de me auto-afirmar... (oh não! estou eu mexendo nas feridas!!! falando delas!!! pára!!!)
Sábado, por exemplo, me estressei feio com um rapaz boa-praça, bacana, que é até humilde de nascença, coisa e tal... certo que o rapaz está naquela fase de se sentir estrela de algum lugar, mas... nem sei se isso é fato, ou se é despeito meu, só porque o coitado é a bola da vez em nosso mundinho acadêmico (politicamente falando). olha que coisa! que pequeneza de alma! Fiquei pensando nos desaforos que atirei contra o pobre: "Falso democrata! facínora!", eu dizia. tsc tsc tsc, que papelão!
Eu nem tenho que remexer tão fundo no meu eu, pois sei o que acontece comigo! Sei? Fico por aí, botando culpa na pobre da carência, chamo de "carência ariana", ainda por cima. Eu digo aos ventos: "ai, gente, é que eu sou tão carente...", com voz de xuxa e tudo. Carência não pode justificar tudo o que eu faço de errado na minha vida. Claro que não pode.
O pessoal fala que eu me acho a última coca-cola gelada do deserto às 3 da tarde, o que já rendeu até comunidade no orkut... eu entendo o que eles dizem. entendo a piadinha do amigo-morcego ("quantas vivianes é necessário pra trocar uma lâmpada? uma. ela coloca a lâmpada lá e espera o mundo girar em torno dela". algo assim, mas ele conta bem melhor, claro.). Porém não sei muito bem se o que há em mim é mesmo excesso de auto-estima não. Não seria o oposto, a falta dela? É bem confuso.
Pensei em um monte de coisinhas que me incomodam, me irritam, como o sorrisinho presidencial do tal colega (psiiiii, falando baixo: eu devia mesmo era voltar pra análise). Sabe o que eu noto? que me sinto incomodada porque eu quero sempre mais. sou uma insatisfeita. uma insaciável. eu espero sempre mais das pessoas, eu não me contento com as coisas, eu quero estar sempre por dentro dos assuntos, dominar seus pensamentos, sua vida, quero que você me ame, me idolatre, de forma doentia. quero ser sua melhor amiga, a melhor mulher que você já teve. que confie em mim cegamente. quero que nada tenha graça sem minha presença, que sintam a minha falta. que percebam o quão sou imprescindível e insubstituível, quero...
(mentira que falei isso tudo?!?)
blah! agora me diz, tem como saber que diabos de pessoa eu sou? uma louca? ok, isso sim é uma verdade a meu respeito. mas e o que mais? dá pra dizer se eu me acho coca-cola gelada, se eu me acho coca quente, mate estragado, se sou carente mesmo, de carteirinha e tudo, se o que eu preciso é de ajuda espiritual, médica ou sexual? se eu devo ter algum trauma de infância? se Freud me explica?
Por hora, o que se explica é o título cheio de graça...
agora, corrigido:
"loira carente que quer sempre mais procura-se...". sendo "se" um pronome reflexivo, claro.